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“Só uma plaquinha”? Não é bem assim.

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Atendi uma paciente que trouxe o exame de carótidas alterado. Falaram para ela não se preocupar pois era “só uma plaquinha”.

Não é só uma “plaquinha” pessoal!

É a ponta de um iceberg.

É um marcador de aterosclerose.
“Atero o quê?”

Aterosclerose é o depósito de colesterol nas artérias.

Quando identificamos placa em carótida, esse paciente será classificado como alto risco de eventos cardiovasculares em 10 anos (infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral “derrame”).


E qual a consequência disso?

Importante o controle rigoroso dos fatores de risco.

A meta do colesterol ruim, o LDL, deverá ser menor do que 70 mg/dL.


“E se eu não fizer nada?”

A placa pode progredir, aumentar e atrapalhar a passagem do sangue nas artérias.

Se for no coração, pode infartar.

Se for na carótida, pode dar um “derrame” ou demência vascular.

Se for no pênis, impotência sexual (sim!!) = disfunção erétil.

Se for no rim, insuficiência renal e até necessidade de hemodiálise.

E tudo começou com uma plaquinha.


Como descubro isso?

Com check-up e avaliação de rotina.

Placa não costuma dar sintoma até que algo mais grave aconteça.

Por isso, identificar cedo muda completamente a condução. Sabiam dessas informações?

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