A dislipidemia, o colesterol alto, é uma doença assintomática e difusa que leva à formação de placas (ateromas) nas artérias, podendo causar infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).
Existem pessoas com colesterol muito alto (acima de 190 mg/dL) que apresentam maior risco de complicações cardiovasculares.
E sim, pode ser hereditário.
Primeiro passo: excluir causas secundárias
Antes de pensar em origem genética, é importante afastar causas secundárias de elevação do colesterol, como:
- Hipotireoidismo descontrolado
- Alterações renais (como síndrome nefrótica)
- Uso de medicamentos (ex: corticoides)
- Uso de anabolizantes
- Entre outros
Atenção ao LDL
O que realmente importa é o valor do colesterol LDL — e não apenas o colesterol total.
Algumas situações devem acender um alerta para possível hipercolesterolemia familiar:
✔ LDL maior que 230 mg/dL
✔ Adulto com LDL acima de 210 mg/dL e histórico familiar ou pessoal de doença arterial coronária precoce
✔ Adulto com LDL acima de 210 mg/dL e histórico familiar de hipercolesterolemia (familiar de 1º grau com LDL acima de 190 mg/dL)
✔ Criança ou adolescente com menos de 18 anos e LDL acima de 160 mg/dL
Por que isso é importante?
A hipercolesterolemia familiar é uma condição genética que mantém o LDL elevado desde a infância, aumentando significativamente o risco de aterosclerose precoce.
Existe teste genético que pode confirmar o diagnóstico e permitir rastreamento familiar.
O que fazer?
Não ignore um LDL muito elevado.
Converse com seu cardiologista, investigue corretamente e trate de forma adequada.
Colesterol alto pode ser silencioso , mas suas consequências não são.






