Colesterol muito alto pode ser hereditário: atenção ao LDL

“Minha família toda tem colesterol alto.
É normal… eu sou assim também.”

Essa frase é muito comum.

E não… isso não é normal.

Muitas pessoas acabam normalizando algumas doenças porque elas aparecem em vários membros da família.

Mas existe uma diferença importante.

Existe o colesterol que aumenta por estilo de vida: sedentarismo, alimentação inadequada, obesidade.

Nesses casos, muitas vezes mudanças de hábitos podem ajudar a melhorar os níveis.

 

Mas existe também um outro tipo de colesterol alto, que pode ter origem genética e costuma aparecer em várias pessoas da mesma família.

E o mais importante: não dá sintomas.

É exatamente esse tipo de situação que muitas vezes leva àquela frase que escutamos depois:

“Nossa… mas ele não tinha nada.
Infartou de repente.”

Na verdade, muitas vezes tinha sim.
Só não sabia.

Porque colesterol alto não dá sintomas.

Quem vê cara não vê coração.

Alguns sinais de alerta na família:

▪ LDL (colesterol ruim) ≥ 190 mg/dL
▪ Infarto ou doença coronária precoce na família
Homem ≤ 55 anos
Mulher ≤ 65 anos
▪ Vários familiares com colesterol muito alto
▪ Lipoproteína(a) elevada

Atenção: o que importa aqui é o colesterol “ruim”, o LDL (“logo Deus leva”), e não apenas o colesterol total.

Esses sinais podem indicar hipercolesterolemia familiar, uma doença genética que aumenta o risco cardiovascular desde cedo.

A boa notícia?

Dá para descobrir antes.

Exame de sangue
Check-up
Avaliação com cardiologista
Em alguns casos, teste genético

Se você tem vários casos de colesterol alto ou infarto na família, isso merece investigação.

Tudo o que você precisa saber sobre colesterol e saúde do coração

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